Show do Pearl Jam no Brasil em novembro

Quem gosta de música está feliz. Nos últimos dias, diversas bandas internacionais anunciaram apresentações em cidades brasileiras.

Agora é a vez da banda Pearl Jam, que deverá fazer um show no Rio de Janeiro no dia 6 de novembro. As informações foram divulgadas no site do Rio Tur, a empresa de turismo da cidade do Rio de Janeiro. A apresentação será realizada na praça da Apoteose.

A banda de Seattle já havia anunciado a sua vinda ao Brasil para a realização de shows em São Paulo, também no início do mês de novembro. Na capital paulista, o grupo tem marcadas duas apresentações.

A última vez que o Pearl Jam esteve no Brasil foi no ano de 2005, quando o grupo se apresentou em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. A banda está comemorando 20 anos de estrada em 2011.

Conheça a música Você Aqui (Banda Taco Cabana)

Billy Blanco deixa à história da MPB suas “crônicas musicais”

O cantor e compositor paraense Billy Blanco faleceu na manhã desta sexta-feira (8), às 7h, aos 88 anos, vítima de parada cardíaca. O músico estava internado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Pan-Americano, no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro. Desde outubro de 2010 sofria as consequências de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, apesar do quadro estável, desde dezembro do ano passado não conseguia mais falar. O corpo está sendo velado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro até as 22h, e deverá ser cremado neste sábado (09).

William Blanco Trindade, o Billy Blanco, é um dos compositores mais importantes da Música Popular Brasileira. Nasceu em Belém em 1924. Já aos 10 anos praticava poesia, fazendo suas redações em versos. Interessou-se pela música desde cedo, fazendo inicialmente paródias, com letras diferentes em músicas conhecidas.

A ida para o Rio de Janeiro lhe proporcionou gravar as primeiras músicas, o que não havia conseguido em São Paulo. Daí por diante, frequentando o meio musical, conheceu Dolores Duran, que o apresentou a Lúcio Alves, Dick Farney, Silvio Caldas, Isaura Garcia, Elizete Cardoso e Radamés Gnattalli. Seu primeiro sucesso foi “Estatutos da Gafieira”, cantado por Inesita Barroso, e regravado por vários cantores.

“Billy Blanco é um dos maiores compositores da MPB. Deixa alguns sambas antológicos, onde a ironia e o humor se sobressaem, como todo bom sambista da história da MPB. No entanto, apesar da morar há tantos anos fora do Pará, nunca perdeu a sintonia com a cultura e os valores da terra. Vou procurar homenagear a sua despedida com uma gravação histórica”, declarou o secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves Fernandes.

Billy foi parceiro de Baden Powell, Tom Jobim e Sebastião Tapajós, entre outros grandes compositores. Com Baden, compôs o clássico “Samba Triste”, e mais de 50 gravações no exterior. Criou um estilo próprio, descrevendo com perspicácia as situações a sua volta, ora com humor (talvez sua face mais conhecida), ora no gênero exaltação; outras vezes, falando de amor e desilusão.

“Um baluarte, um desbravador. Desde os anos 50 compondo, seja com a turma da bossa nova ou com outros músicos. Cidadão do mundo, um compositor com material inédito, ainda a ser descoberto”, destacou o músico Sebastião Tapajós, parceiro em mais de 60 músicas, pouquíssimas gravadas.

Crônicas – Quando Billy Blanco apareceu no cenário musical foi comparado a Noel Rosa, pela graça com que fazia crônicas musicais do Rio de Janeiro. Ele, que descreveu tantos personagens, também se tornou uma figura do Rio - andando sempre de branco, com um vasto bigode e rabo-de-cavalo por Copacabana.

“A obra de Blanco não se limita ao Pará. É um legado musical do Brasil e do mundo, que perde um artista fantástico, um compositor maravilhoso. Fica a missão cumprida de um espírito brincalhão. Uma obra que não será esquecida”, assegurou o cantor e compositor Nilson Chaves.

Quando sofreu um enfarte, em 1995, o compositor conta que foi recusado na entrada do céu porque esqueceu o “passaporte carimbado”, e voltou para fazer mais “uns sambas pro povo”. De sua produção musical, com cerca de 500 músicas, 300 foram gravadas pelos mais respeitáveis artistas da música brasileira, como Maria Bethânia, Emílio Santiago, Zé Renato, Elis Regina, João Gilberto e as paraenses Lucinha Bastos Leila Pinheiro.

José Augusto Pacheco – Secult

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Com novo disco, Lenny Kravitz fala de origem, Obama e pausa para encontrar ‘eu interior’

Fosse Lenny Kravitz um pop star emergente dos dias de hoje, seus discos teriam lugar ao lado de Cee Lo Green, John Legend e Sharon Jones nas abastadas prateleiras retromaníacas tão em voga desde os meados da última década. Let Love Rule, Mama Said, Are You Gonna Go My Way, seus primeiros álbuns, reverenciavam um passado não tão distante quando foram lançados, no início dos anos 90, recheados de riffs, levadas e arranjos que bebiam de águas desbravadas por Hendrix, Led Zeppelin, Curtis Mayfield e Al Green.

 

Mas para Lenny, a nostalgia não era consciente, estratégica. Tratava-se apenas de uma necessidade de fazer música pop orgânica que se distanciasse do mainstream sintético, predominante nos anos 80. As canções eram afiadas e o multi-instrumentista, de sangue judeu e negro, levou referências, que hoje teriam um público segmentado, ao estrelato internacional, chegando, no ápice de Fly Away e American Woman, a ser o primeiro artista a ganhar quatro Grammys consecutivos pela mesma categoria.

 

Duas décadas depois, a receita continua a mesma. Aos 47 anos, sua música, como mostra Black and White America, disco com 16 músicas novas gravado nas Bahamas e em Paris, que vai ser lançado no dia 22 de agosto no Brasil, ainda é um mélange espirituoso de hard rock e funk, que envereda pelo hip hop e outros estilos, trazendo mensagens positivas, embora um tanto aguadas e clichês. No saguão de um hotel do West Village, em Nova York, Lenny, que vai se apresentar no Rock in Rio, no Parque Olímpico Cidade do Rock (na Barra da Tijuca), no dia 30 de setembro, falou ao Estado sobre seu processo criativo, a ideia do disco e revelou o conselho que recebeu do ator Denzel Washington.

 

A faixa título de seu novo disco prega a igualdade racial. Trata-se de uma reflexão sobre a era Obama?

Não. Estava pensando mais em minha própria vida, no contexto birracial em que cresci. Meu pai é judeu e minha mãe afrodescendente. Ambos estavam envolvidos na luta pelos direitos civis, nos anos 1960. Mas Obama tem a ver sim, pois a ideia de fazer essa canção me veio enquanto assistia a um documentário sobre americanos, em 2010, que não suportam viver sob o governo de um presidente negro. São pessoas que querem que as coisas voltem a ser como eram há 60 anos. E a letra é minha resposta a elas, pois as coisas mudaram para melhor e é bom eles entrarem no esquema.

 

Você já se sentiu fora desse esquema por ser meio negro, meio judeu?

De maneira alguma. Minha mãe me ensinou a ter orgulho das minhas raízes. Mas sei de pessoas que sofreram muito por terem sangue birracial.

 

O disco é bem otimista. Está numa boa fase?

Minhas músicas sempre são otimistas. Tive alguns períodos sombrios, como em Circus, mas na maior parte a mensagem é positiva. Eu estou em uma fase boa porque decidi me retirar da sociedade por algum tempo. Fui para as Bahamas e fiquei isolado por lá.

 

Por quanto tempo?

Dois anos. Montei um estúdio na praia. Eu precisava estar em contato com o meu eu interior e não conseguia. Precisava me curar, refletir e produzir o que fosse necessário.

 

É possível perder a noção da realidade por causa da fama?

Nunca perco a noção da realidade, pois ela está em qualquer lugar. Mas por estar sempre na correria, tocando, produzindo, doando, tratando de dinheiro, negócios, etc… O seu íntimo começa a sofrer porque você não está focado em quem você realmente é. A atenção se perde em outros aspectos e as coisas chegam a um ponto em que você não consegue mais lidar com elas em paz. Por isso, precisei me retirar, pensar mais em mim. A palavra recreio tem a ver com recriar e eu precisava fazer exatamente isso, reconstruir a minha pessoa. Caso contrário, ia acabar enlouquecendo.

 

Você fazia música retrô antes de ela virar moda. O que o levou a isso?

Verdade. Eu fui o culpado. Mas alguém tem que fazer primeiro, não? (risos). Não tinha nada a ver com ser retrô, ou fazer um tipo. Eu queria fazer música orgânica. Lembro uma vez em que comprei um monte de equipamento, tudo que era moderno em 1989. Comecei a apertar os botões e não dava certo. Tinha que ler os manuais, aprender a fazer tudo e os sons eram frios. Então devolvi tudo e comprei uma bateria, um teclado, um baixo e uma guitarra. Foi quando gravei meu primeiro disco.

 

E como surgem as sonoridades vintage, os riffs de guitarra dos anos 1970?

Eu só sigo a composição. Começo com uma ideia ou uma canção completa. Às vezes, sonho com as canções. Aí começo a ouvir. Se coloco metais ou percussão não é porque eu quero, mas porque a música está me pedindo. Foi assim com o Jay-Z e o Drake. Eu escutei as rimas do Jay e liguei para ele.

Você trabalhou no filme Preciosa – Uma História de Esperança, de 2009, que tem atuações marcantes e ganhou dois Oscars.

 

Como você lida com a câmera. É natural ou você se prepara bastante?

Funciona do mesmo jeito com a música. Eu simplesmente faço. Não penso. Denzel Washington é como um irmão para mim, mas quase nunca falamos sobre o assunto. Uma vez pedi um conselho e ele me disse: “Não atue”, e saiu andando.

 

BLACK AND WHITE AMERICA
WARNER
LANÇAMENTO NO BRASIL EM 22/8

 

 

Agência Estado

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“Dia Mundial do Rock” será comemorado no Parque dos Espanhóis

Para comemorar a passagem do Dia Mundial do Rock – que acontecerá na quarta-feira, dia 13 de julho – a Secretaria da Cultura e Lazer (Secult) programou para as noites dos próximos dias 12, 13 e 14, um evento com muita música e agitação no Parque dos Espanhóis, em Pinheiros. Será o Arena Rock 2011.Os shows começarão sempre às 18h e seguirão até as 22h. A entrada será a doação de um agasalho em bom estado para ser revertido a instituições de caridade. Já confirmaram presença as bandas Novo Amanhã, Nantis, Pink Dreams, Fast Food, Maligna, Mantis, Back Road, Full House, Musikaos, Ice Kiss, Ini, Alakazan, Godzila e Calango, Valveline e Bordot.

Dia do Rock

Esta data é comemorada desde 1985. Foi no Live Aid – festival pelo fim da fome na Etiópia – que o 13 de julho ficou conhecido como o Dia Mundial do Rock. O Live Aid foi um festival que aconteceu simultaneamente na Filadélfia (EUA) e em Londres (Inglaterra) e apresentou nomes como Black Sabbath (com Ozzy), Status Quo, INXS, Loudness, Mick Jagger, David Bowie, Dire Straits, Queen, Judas Priest, Bob Dylan, Duran Duran, Santana, The Who e Phil Collins entre muitos outros.

Fonte: Cruzeiro do Sul
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Cancelados três concertos no Optimus Alive por motivos técnicos

Foram cancelados os concertos das bandas Klepht, The Pretty Reckless e You and Me at Six, previstos para o palco principal do festival Optimus Alive para esta sexta-feira. Os concertos de 30 Seconds To Mars e Chemical Brothers não estão, para já, comprometidos.

A organização revelou que na origem do cancelamento das três bandas – que precediam, esta noite, no palco principal do festival, os americanos 30 Seconds To Mars e os britânicos Chemical Brothers – estiveram problemas na estrutura do palco que estão a ser solucionados.

“Estamos a fazer reajustamentos na estrutura da linha do palco”, referiu fonte da Everything is New, promotora do festival.

A organização assegura estar “a fazer todos os esforços” para que os concertos dos 30 Seconds to Mars, marcado para as 23h00, e dos Chemical Brothers, às 01h15, se realizem.

Por volta das 21h00, a organização pediu às pessoas que se concentravam junto ao palco Optimus, no Passeio Marítimo de Algés, “desculpas pelo atraso” do início dos concertos, alegando um problema técnico.

“Pedimos que sigam atentamente as instruções dos seguranças para que os espectáculos comecem. Comecem a recuar e aceitar as instruções dos seguranças”, ouviu-se junto ao palco principal.

Vários seguranças e agentes da polícia foram afastando as pessoas progressivamente, e de forma ordeira, até cerca de 15 a 20 metros do palco, como constatou a Agência Lusa.

O final de tarde, em frente a este palco, foi marcado por alguma confusão, entre encontrões e pessoas a sentirem-se mal. Pelo menos duas adolescentes precisaram de assistência médica.

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