Axl Rose e Roberto Medina fazem as pazes

Depois de dar cartão vermelho a Axl Rose, a paz foi selada entre Roberto Medina e a banda Guns N’ Roses. Em entrevista ao Extra, o empresário, idealizador do Rock in Rio, disse que o grupo estava vetado nas próximas edições por causa do atraso na noite de encerramento. Foi o suficiente para que o Guns, lá dos EUA, se pronunciasse.

O próprio Axl Rose fez questão de telefonar para Medina, e os dois acabaram se entendendo. Em nota, a banda justificou o atraso: “Axl chegou ao local do evento bem antes, em torno de uma da manhã. A cobertura inadequada do palco causou um grande atraso. A mesa de som foi danificada e substituída o mais rápido possível”. Sendo assim, o Guns deve voltar numa próxima edição.

Fonte: Extra

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Guns N’ Roses rebate críticas de Roberto Medina sobre o Rock in Rio

Como de costume, o Guns N' Roses demorou para subir ao palco na Cidade do Rock - Agência Estado

O Guns N’ Roses rebateu a declaração do empresário Roberto Medina, produtor e idealizador do Rock in Rio, de que o atraso de quase duas horas da banda para o último show do evento foi “uma falta de compromisso e de respeito com as pessoas”.

A assessoria da banda emitiu um comunicado afirmando que “a produção inadequada do festival e a chuva torrencial atrasaram o evento”. De acordo com o Guns, a mesa de som foi danificada pela água e substituída rapidamente.

Por outro lado, uma declaração oficial do grupo através do Facebook conta com uma certa provocação contra quem insiste em reclamar e questionar a atitude da banda. Leia abaixo:

“Amem. Odeiem. Aceitem. Debatam – Você quer entretenimento às 8 da noite vá assistirF-R-I-E-N-D-S ou ao cinema… ou se quiser se informar, assista ao noticiário das 10… aqui é Rock N’ Roll! Divirta-se, não se engane achando que vai à escola ou ao trabalho ou fazer qualquer coisa que você “normalmente” faz no dia seguinte. Isto é Guns N’ Roses e quando a hora chegar, o palco vai pegar fogo.”

Fonte: Estadão

Rock in Rio lota hotéis da cidade; 45% do público são turistas

Os hotéis do Rio de Janeiro estão praticamente lotados para os sete dias do festival de música Rock in Rio, que acontece a partir de sexta-feira (23) até 2 de outubro, informaram na última sexta-feira as autoridades locais.

A ocupação média na cidade gira em torno de 98,09% e se esperava que entre este fim de semana e nos próximos dias se esgotassem todos os quartos de hotel ainda disponíveis, segundo cálculos da agência de promoção turística municipal.

O Rock in Rio será realizado nos fins de semana de 23 a 25 de setembro e dos dia 29 a 2 de outubro, contando com atrações como Shakira, Coldplay, Red Hot Chilli Peppers, Metallica, Rihanna, Elton John, Lenny Kravitz e Guns N’Roses, dentre outros.

Os 600 mil ingressos postos à venda inicialmente se esgotaram em maio, gerando um sétimo dia de espetáculo, com um novo lote de 100 mil entradas, que também acabaram em poucas horas.

O secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello, disse que 45% do público, cerca de 315 mil pessoas, são turistas. “Na prefeitura nós imaginávamos que haveria uma grande afluência de turistas, mas felizmente o resultado está acima das expectativas”, disse em comunicado.

As autoridades calculam que o festival de música gere um impacto econômico de US$ 419 milhões no Rio de Janeiro.

Fonte: Folha

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Shows de Elton John e Rihanna trocam de horário no primeiro dia de Rock in Rio

RIO – Os shows de Elton John e Rihanna, atrações do primeiro dia do Rock in Rio (dia 23), trocaram de horário, segundo informações da organização do evento. O astro inglês, que encerraria a noite, fará a penúltima apresentação, enquanto a cantora de Barbados fechará a programação.

A nova ordem dos shows do Palco Mundo é: Show de Abertura: Titãs Os Paralamas do Sucesso (Participação Especial: Milton Nascimento/ Convidados: Maria Gadú e Orquestra Sinfônica Brasileira). A noite segue com show de Claudia Leitte, Katy Perry, Elton John e Rihanna.

Fonte: O Globo

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Ganhe ingressos duplos para o Rock in Rio!

RIO – Os ingressos duplos para o Rock in Rio que a Megazine sorteia hoje são de 1º de outubro, segundo sábado do megafestival. Quer ter a chance de ver de perto artistas como Coldplay (foto), Maroon 5, Skank, Cidadão Instigado e Tiê? Então siga a  O Globo “Magazine” no Twitter e fique ligado.

A dinâmica é simples: basta retuitar nossas mensagens sobre a promoção e cruzar os dedos. Mas atenção: é obrigatório seguir a Megazine no Twitter. A retirada dos ingressos será feita obrigatoriamente aqui na sede do jornal O GLOBO, na Rua Irineu Marinho 35, Cidade Nova, Rio de Janeiro, em dias úteis e no horário comercial. Podem participar leitores de qualquer parte do Brasil, mas o transporte até a Cidade do Rock para assistir às apresentações é de responsabilidade dos ganhadores da promoção. Quem for de fora do Rio deve pagar pelo próprio transporte e pela hospedagem na cidade. Como em todas as promoções do jornal O GLOBO, funcionários e estagiários de qualquer empresa das Organizações Globo, além dos seus familiares, não podem participar. Prepare-se para curtir o maior festival de música do país e boa sorte!

Siga no Twitter: @RevistaMegazine

 

Fonte: Oglobo

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Prefeitura vai interditar 15 ruas da Barra da Tijuca durante o Rock in Rio.

RIO – Uma grande operação de trânsito, com participação de 340 agentes e controladores de trânsito da prefeitura (Guardas municipais e homens da CET-Rio), com 30 viaturas e 40 motocicletas, vai funcionar na região da Cidade do Rock durante os sete dias de Rock in Rio. O principal objetivo do esquema, explica o presidente da Riotur e secretário municipal de turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello, é garantir a fluidez do transporte público e a segurança na circulação de pedestres na entrada e na saída do público.

O tráfego da Barra, no Recreio dos Bandeirantes e em Jacarepaguá terá modificações importantes durante os dias dos shows. Ao todo, 15 ruas serão bloqueadas ou interditadas. A Avenida Salvador Allende, em frente à Cidade do Rock e ao Riocentro, por exemplo, ficará totalmente fechada ao tráfego. Segundo a prefeitura, nem mesmo carros de moradores poderão passar por este trecho. Com as interdições da Avenida Salvador Allende e de parte da Avenida Embaixador Abelardo Bueno, foram criadas rotas alternativas para quem precisa sair do Recreio para Jacarepaguá, de Curicica para o Recreio e do Centro em direção a Vargem Grande e Vargem Pequena. A partir das 7h do dia 20 de setembro até 5h do dia 3 de outubro, fica proibido estacionar em nove vias da área.

Quem for de ônibus comum vai desembarcar a 1,5 km da Cidade do Rock.

Além da frota regular de 14 linhas vindas de vários pontos da cidade, o esquema prevê uma linha especial (Alvorada x Autódromo) que fará conexão das mais de 30 linhas que chegam ao Terminal Alvorada. Além disso, oito linhas terão o itinerário alterado para dar mais conforto aos passageiros. Já quem usar as linhas especiais, com ônibus com ar refrigerado, ficará a 250 metros da entrada. Não haverá estacionamentos nem pontos de táxi.

- Não existe nenhum outro meio de transporte para se chegar à Cidade do Rock, a não ser o ônibus – ressaltou Antonio Pedro.

Para reforçar esta ideia, até o fim desta semana a organização do Rock In Rio vai lançar a campanha “Eu vou de ônibus”, com propaganda na TV, nas rádio e nos jornais divulgando a importância de o público deixar o carro em casa.

- Não adianta ir de carro até os shoppings para tentar sair de lá de ônibus. Será um estresse desnecessário, pois os estacionamentos destes locais vão estar lotados. O melhor é ir direto de transporte coletivo – diz a empresária Roberta Medina, vice-presidente do Rock In Rio.

Fonte: Oglobo

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Menos massificados, grupos brasileiros usam shows e internet para chegar ao Rock in Rio

RIO – Em 2001, o Brasil viu o seu último Rock in Rio. No tempo que se passou até a edição nacional seguinte (que começa no próximo dia 23), o rock brasileiro mudou bastante: nomes fortes desapareceram ou perderam gás, as rádios e a MTV diminuíram seu espaço para o gênero, os shows internacionais ficaram mais comuns, a internet mudou todo o jogo da divulgação, e a distribuição da música e as grandes gravadoras deixaram de apostar na cena, ocupadas com outras ondas. Mesmo assim, uma nova geração de rock surgiu e se desenvolveu nesses dez anos. E está representada no Rock in Rio 2011: NX Zero, Pitty, Detonautas Roque Clube e Gloria (no palco Mundo, o principal), Matanza, Cidadão Instigado e Móveis Coloniais de Acaju (no palco Sunset). Cada um com sua história.

 

- Em 2001, na última edição brasileira do festival, minha banda, o Inkoma, tinha acabado. Mas eu continuei compondo. Havia a vontade imensa de viver de rock, mas tudo parecia muito difícil e distante – conta Pitty, que em 2003 lançou seu primeiro disco, “Admirável chip novo”, e, anos depois, se tornaria um dos nomes comercialmente mais importantes do rock brasileiro nos anos 2000. Qual seria a razão, então, da virada de expectativas?

- Canções com as quais as pessoas pudessem se identificar profundamente. E muito trabalho para fazê-las saber que essas canções existem – diz.

Outra grande força do rock brasileiro dos anos 2000, o NX Zero (que surgiu logo depois do último Rock in Rio e comemora a primeira década com o CD e o DVD “Multishow Ao Vivo – NX Zero 10 anos”), analisa o estado de coisas no Brasil.

- Hoje, está cada vez mais difícil de botar um rock na rádio. Só a canção acústica, mais leve… A gente faz o possível, dentro do nosso limite – diz o guitarrista Leandro da Rocha, o Gee, que conta que a banda foi uma das primeiras do rock brasileiro a se valer de uma novidade fundamental. – Em 2001, a internet começou a bombar. A gente não tinha dinheiro, então gravava música acústica e botava ela em sites de mp3. Nossa divulgação começou por aí. Com isso, tocamos de norte a sul do país. Viajávamos 20 horas de van e montávamos nosso próprio palco – diz Gee.

O passo seguinte do NX Zero foi a contratação pelo selo Arsenal, do produtor Rick Bonadio, que é ligado à gravadora multinacional Universal Music. Foi o que abriu o caminho nas rádios, nas TVs e, daí em diante, nos grandes festivais de música do país. O que pôs a banda em situações inesperadas.

- Muitas vezes, tínhamos que tocar duas vezes a mesma música, para aquela galera que só conhecia os >ita<hits do NX Zero – diz o vocalista Di Ferrero.

- Antes, a gente vivia num nicho. Agora, toca com o Thiaguinho, do Exaltasamba – reconhece Gee.

- Sempre haverá concessões, é só escolher qual delas te machuca menos – acredita Pitty.

Mi, vocalista do grupo Gloria, é um dos que não tiveram boa experiência nos palcos dos grandes festivais, em que se misturaram a sertanejos, sambistas, forrozeiros e demais facções da MPB de massa.

- Os organizadores pediam para a gente pegar mais leve. Teve uma hora em que desistimos – diz ele, que hoje engrossa uma legião de artistas de rock que se mantém estável, fora da grande indústria, fazendo cinco, seis shows por mês, para públicos entre mil e duas mil pessoas.

O Matanza, que lançou seu primeiro disco em 2001, é um desses grupos.

- Aquele foi o último momento em que a gente teve mordomias e altas expectativas de vendagens – diz, sem pudores, o vocalista Jimmy London.

Matanza (que se apresenta no Rock in Rio com o >ita<rapper BNegão) foi uma das bandas de rock que conseguiram dar a volta por cima, trilhando alguns caminhos alternativos.

- A gente não tinha feito uma banda só pra gravar disco. Era porque a gente gostava de música. E aí fomos ralando, ralando, fazendo shows e ignorando todo o resto – conta Jimmy, que hoje vive da música e segue gravando discos com o Matanza.

Os Móveis Coloniais de Acaju (que se apresentam no festival com Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz, mais a cantora Mariana Aydar) também apostou na estrada.

 

” O jovem não sabe mais do que vai gostar. O boom do sertanejo tirou o espaço de bandas maiores do rock, como o NX Zero e o Fresno”  - diz Mi, vocalista do Gloria

 

- A gente foi investindo no trabalho. Viajamos muito por nossa conta, a partir de 2005, com o dinheiro que conseguimos arrecadar com os shows em Brasília – diz o saxofonista Esdras Nogueira, cuja banda não teve dúvidas em disponibilizar de graça, na internet, o seu primeiro CD, de 2005. – O Móveis apareceu numa época em que não era mais comum vender 100 mil discos. A internet foi uma boa forma de divulgar o trabalho.

Mais tarde, Esdras e seus companheiros viram a banda vender 15 mil cópias físicas dos seus dois álbuns.

O problema principal que os roqueiros mais militantes apontam para a manutenção do cenário é o das ondas, como a das bandas “coloridas” (como Restart e Cine) e a dos sertanejos universitários.

- O jovem não sabe mais do que vai gostar. O boom do sertanejo tirou o espaço de bandas maiores do rock, como o NX Zero e o Fresno – diz Mi, vocalista do Gloria.

- O sertanejo foi para a universidade, e o rock foi para o jardim de infância – polemiza Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas Roque Clube, banda carioca que recentemente voltou à independência depois de oito anos contratada por uma grande gravadora.

- O que mais me constrange atualmente é que o rock perdeu o que o distingue dos outros estilos: a espontaneidade. A facilidade de gravar e lançar na rede social fez com que se desse espaço a muita coisa sem conteúdo. E hoje a juventude é mais flexível, não tem mais o rock como filosofia de vida – analisa Tico.

- Antes tinha as bandas que eram do rock e as que não eram – alega Jimmy, do Matanza, que vê a cena rock brasileira pulverizada em nichos.

Líder do Cidadão Instigado, uma dessas bandas que vivem no limite entre o rock e outros estilos (e que se apresenta no Rock in Rio ao lado do roqueiro retrô gaúcho Júpiter Maçã), o guitarrista Fernando Catatau tem visão diferente .

- Esse lance de movimento rock é sempre um lance de marketing das gravadoras, que deu certo nos anos 1980 porque elas apoiaram o rock. Acredito em bandas fortes e em pessoas se ajudando – diz.

O futuro do rock no Brasil ninguém pode dizer qual é. Mas otimismo é o que não falta entre os músicos. Ainda mais com o Rock in Rio.

- Tem o mercado, mas tem sempre o público fiel, aquele que vai pedir a música mais pesada. É o que a gente conquistou, é a nossa base – festeja Di, do NX Zero.

- O rock é como o Jason, do “Sexta-Feira 13″: os caras matam ele e ele volta – aposta Tico, dos Detonautas.

Fonte: Oglobo

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